Morreu no dia 23 de fevereiro de 2010 o cidadão cubano Orlando Zapata Tamayo.
Essa, no entanto, não foi apenas a morte de um prisioneiro. Foi a morte de um prisioneiro político, pessoa que há muito se dedicava pela liberdade na ilha de Cuba.
Orlando Zapata tinha sido condenado a três anos de prisão e após 85 dias de greve de fome contra os maus tratos e a tortura que recebia na prisão morreu. Morreu não, foi assassinado.
O regime ditatorial castrista – encimado por Fidel e liderado por Raul – é o responsável pela morte. Apesar da justificativa do governo cubano e seus defensores no Brasil e mundo afora – de que levaram Orlando Zapata ao hospital, a responsabilidade é deles. A questão é que esperaram, apenas, que não tivesse mais condições de sobreviver. Quando o levaram já não havia mais salvação para sua vida.
Foi assim, por exemplo, que outro ditador, Benito Mussolini, fez com o grande político e pensador italiano Antonio Gramsci, o liberou da prisão quando não mais havia condições para sobreviver.
Ditadores, além de tudo, são previsíveis e repetitivos.
O problema não pára aqui.
Para o Presidente cubano, que como seu irmão Fidel vive de justificar a incompetência do regime com o “fantasma” dos EUA, a culpa da morte do defensor das liberdades é do governo americano. Como explicar isso Senhor Raul?
O Brasil que se pretende uma liderança regional e aspira lugares mais altos no pódio da Comunidade Internacional lança uma declaração por meio de nosso presidente que culpa o prisioneiro. O regime, para Lula, é perfeito e não merece reparos. O culpado da morte é o próprio Zapata. Será que foi suicídio presidente? Será que pela sua declaração, presidente, podemos entender que a liberdade não é um valor pelo qual devemos lutar? Será, senhor presidente, que devemos apenas temer os ditadores e esperar que seus regimes caiam de podres?
Ditadores para Lula são apenas aqueles que derrubaram Zelaya. Chávez e, principalmente, por enquanto ao menos, Fidel e Raul não. Esses o nosso presidente acha que são legítimos governantes.
Aqui no Brasil quer criar Comissões da Verdade e transformou as indenizações dos perseguidos da Ditadura em verdadeiras “Bolsas Guerrilha”. O que era ideologia, virou investimento pra companheirada.
O equívoco político que cometeram em optar pela luta armada, que, óbvio, não justifica a perseguição e a tortura sofrida por muitos, acaba sendo premiado com vultosas quantias.
Os nosso são ditadores e devem pagar mesmo com um pacto político negociado há mais de 30 anos por meio da Lei de Anistia.
Os de Cuba não. Esses, para Lula, podem matar, perseguir, calar e torturar que são bons. Lula deve quer apenas fumar uns charutos cubanos e aproveitar as mordomias que aquele regime oferece aos apaniguados e em tudo nega aos seus cidadãos.
O que lhe interessa agora no cenário internacional é falar do Haiti e reclamar da “invasão” inglesa nas Malvinas para, com a primeira, justificar a sua fama de ser “o cara”, e, com a segunda, agradar seus “aliados antiimperialistas” preferenciais como Fidel, Raul, Chávez, Corrêa, Morales e Ortega, além, claro, dos Kirchners.
Muitos pesos, muitas medidas.
