Agricultura

Uma agenda para a agricultura

Postado por lpvellozolucas em July 17, 2009
Agricultura / No Comments

Agronegócio

O Instituto Teotônio Vilela lançou nesta sexta-feira o 47º número da publicação Brasil Real – Cartas de Conjuntura ITV. Intitulado “Uma nova agenda para a agricultura”, o documento revela que o bom desempenho do setor ao longo da última década deve muito a ações empreendidas à época do governo Fernando Henrique Cardoso, quando o campo aumentou sua produtividade em 33%.

O agronegócio responde hoje por 26% do PIB nacional. Uma amostra da sua pujança está na contribuição à obtenção de superávits comerciais. No ano passado, o setor agrícola gerou saldo de US$ 60 bilhões, enquanto o país, como um todo, obteve US$ 25 bilhões. Ou seja, sem as exportações do agronegócio a solvência do balanço de pagamentos brasileiro estaria comprometida.

A produtividade média das lavouras de grãos brasileiras é hoje de 2,8 toneladas por hectare, segundo o mais recente levantamento de safra feito pela Conab. É o mesmíssimo resultado obtido no ano-safra 2002/2003, o último do governo Fernando Henrique. Em contraposição à estagnação atual, na gestão tucana a expansão da produtividade foi de 33%.

Pior que isso, há casos em que produzimos hoje menos do que seis safras atrás. É o que acontece com as culturas de milho e soja, cuja produtividade média caiu 2,5% e 6,6%, respectivamente, desde 2003. Vale comparar: nos oito anos do governo FHC as duas lavouras ficaram 36,7% e 18,4% mais produtivas.

Em resumo, na era Lula, o setor andou para trás. Desde a eclosão da crise econômica, em setembro do ano passado, o agronegócio brasileiro tem sido um dos segmentos mais prejudicados. Mas as dificuldades no campo começaram antes: há três trimestres, o PIB do setor recua em relação ao trimestre anterior – é o único em que isso ocorreu, segundo o IBGE.

É preciso agora olhar para frente. No rol de propostas para o futuro estão ampliar o seguro rural; melhorar a infraestrutura logística; elevar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento; e garantir a sustentabilidade ambiental dos empreendimentos agrícolas. A modernização deve acabar com a falsa dicotomia entre agricultura empresarial e familiar.

Leia aqui a íntegra do documento (arquivo em PDF)

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