SERRA E DILMA: DIFERENÇAS ENTRE PRIMEIRO E SEGUNDO TURNOS!

Postado por lpvellozolucas em February 03, 2010
Política / No Comments

EXTRAÍDO: EX-BLOG DO CESAR MAIA
03/02/2010 

                     
1. As eleições pelo mundo afora, nestes últimos anos, têm mostrado que se não ocorrer uma conjuntura de máxima ou de mínima (economia crescendo 8% a 10%, ou em recessão afirmada), o fator decisivo é a performance dos candidatos em campanha. No Brasil, com eleições coincidentes para governadores e acesso proporcional à TV, a performance dos candidatos se somam à capilaridade (candidatos a governador)  e o tempo de TV. No caso específico de 2010, Serra e Dilma se equilibram nestes dois quesitos. Portanto, a performance em campanha tende a ser decisiva.
                     
2. Os programas de governo e promessas eleitorais são cada vez mais (vide nota deste Ex-Blog sobre eleições de setembro na Alemanha) argumentos após se ter transposto a barreira da confiança. E esse é função da performance dos candidatos em campanha.
                     
3. Importante lembrar para 2010 que se a cobertura na pré-campanha pela mídia coloca Lula como comissão de frente do desfile de Dilma, durante a campanha as lentes e microfones a focalizarão sem Lula. Assim serão aqueles 30 segundos diários no Jornal Nacional. Assim serão os debates. Assim serão as pegadinhas nas ruas e o acesso do eleitor.
                     
4. E aí, inevitavelmente, entra a experiência adquirida em campanhas eleitorais. E não se trata aqui de experiência política, mas eleitoral, propriamente. Para lembrar Glorinha Beuttenmüller: o abraço redondo, o olhar envolvente, falar a partir do umbigo, o passeio do olhar na frente das câmeras, o A e o I, o exercício de relaxamento, a voz escandida na TV e agitada no Rádio, etc. A aula ajuda, mas só a prática incorpora na massa do sangue e torna espontânea a performance.
                     
5. Dilma nunca foi candidata a nada, talvez nem à síndica. Vai começar a aprender -para valer- depois da convenção de junho e a partir de 5 de julho. E vai tropeçar, inevitavelmente. A TV editada só entra uns 50 dias depois da convenção. Vai levar um susto no final de julho quando as pesquisas anotarem a percepção do eleitor sobre ela. E a imprensa que apenas cobre estratégia de campanha vai querer saber das mudanças. A candidata se deprime um pouco. Mas logo vem a TV editada e a situação melhora.
                     
6. Cada quinzena de campanha para presidente vale um ano de experiência eleitoral. Mas não dará tempo para Dilma ganhar. Serra vence o primeiro turno. E aí vem a questão. Vence no primeiro turno? Ou haverá segundo? O mais provável é que numa eleição plebiscitária ele vença no primeiro turno. Lembre-se que a TV é alternada dia sim, dia não. E que o primeiro turno é cheio de ruídos.
                     
7. Mas se houver segundo turno o quadro já será diferente. Dilma terá adquirido experiência de performance em campanha. O segundo turno entra com TV contínua. Saem os deputados federais, estaduais e senadores. Desaparecem as suas placas nas ruas e seus cabos eleitorais com panfletos. A TV e a campanha ficam “limpas”. Será mais fácil perceber a presença de Lula. O segundo turno tende a ser uma eleição indefinida. Mas o primeiro será muito favorável a Serra, pelas razões, e se for plebiscitária, a probabilidade de Serra vencer no primeiro turno é tão alta que -de hoje- parece inevitável.

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Predica mas não pratica (again)

Postado por lpvellozolucas em February 02, 2010
Política / No Comments

por Angela Pimenta

http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerda-direita-e-centro/2010/02/01/predica-mas-nao-pratica-again/

O economista José Roberto Afonso colabora com a série “O que esperar de 2010″ do blog:

O discurso é um mas a prática é outra. Algumas autoridades brasileiras continuam fiéis ao princípio “predica mas não pratica.”

O noticiário econômico online destacou o duro recado, do Brasil para o planeta, no Fórum Econômico Mundial de Davos: “não há sinais de que a crise tenha servido para repensarmos a ordem econômica mundial… (ela), com seus métodos, sua nobre ética, seus processos anacrônicos, continua a mesma.” Palmas, o discurso é perfeito. Ainda mais que o mesmo Fórum já tinha adotado como mote: “Repensar, Redesenhar, Recriar.” A esperança seria aprender a emergir da crise sabendo como evitar erros que provocaram as bolhas financeiras.

Terra chamando. De volta aos trópicos, o mesmo noticiário estampava notícias: dólar dispara, bolsa cai, estrangeiros sacam. Rápido como vêm, as vezes se vão. Ex post, se arruma uma explicação, um culpado – economistas deviam repetir médicos e alegar uma virose (financeira). Como tal, que seja passageira. Mas, já passa a hora de perguntar ao espelho: Espelho meu, nós aproveitamos a crise para mudar o quê? Repensamos algo que pensamos antes? Formulamos algum projeto?

Nada mudamos apesar de termos farto know-how em enfrentar crises econômicas e aproveitar esses momentos para promover mudanças estruturais. Os próprios pilares da política econômica até hoje seguem ao que foi desenhado para o enfrentamento, aos poucos, no enfrentamento da crise do final dos anos 80, implantados em passos e atos diferentes: primeiro, adotamos o câmbio flutuante (contrariando o que nos pediam do exterior); depois as metas de inflação (ainda que inicialmente dificilmente eram cumpridas); e finalmente a responsabilidade fiscal (o único dos três regimes regrado por lei complementar e que coroava um longo e intenso processo de mudanças nas finanças públicas). Esse tripé ficou até hoje.

Mesmo gozando de impressionante apoio parlamentar e popular em meio a uma crise econômica tão grave, não foi realizada uma só alteração constitucional ou legal de porte, algo que pudesse ser chamada de estruturante. Nem mesmo a medida inicial, de linha especial de redesconto bancário, foi muito usada. Nada se reformou simplesmente porque nada chegou a ser desenhado, sequer proposto.

Infelizmente, o Brasil enfrentou a pior recessão de sua história. Felizmente, também foi a mais curta. Comemoramos que saímos rápido de uma retração que, antes, ninguém esperaria que fôssemos entrar, afinal não tínhamos derivativos, nem tanta dependência externa, e a demanda interna estava superaquecida. O crédito foi tão decisivo, seja para travar a economia repentinamente, seja para a retomar via consumo, que o elevaria para a categoria de um novo e quarto pilar da política econômica. Prefiro chamar de “quatrilho”, como no filme. Porque tudo isso se passou à custa de tornar ainda mais complexa, confusa e perigosamente cara a teia de interconexões entre os vários instrumentos da política econômica.

Vejamos o que nos contam os dados oficiais (todos divulgados pelo Banco Central). O estoque de crédito cresceu muito (7,7 de setembro de 2008 a dezembro de 2009), puxado pela maior oferta por instituições financeiras públicas (responderam por 5,9 daqueles pontos).  Para tanto, elas precisaram tomar crédito extraordinário (mais 4,1 pontos do PIB durante o mesmo período) junto ao Tesouro Nacional – na prática, ele virou o maior “banco” do País, fechou o ano com créditos que montam a 25,1% do PIB (ou 12,8% se eliminadas as dívidas entre os governos fruto das renegociações).  Como o superávit primário era decrescente (em grande parte por contas de gastos que foram aumentados antes mesmo da crise estourar; de fato, esta só serviu de pretexto para se chamar de anticíclica uma política que, em condições normais de temperatura, seria chamada de irresponsável ou explosiva), restou o endividamento público. No mesmo período, o total de papéis públicos em mercado cresceu 9,6 pontos do PIB (muito próximo do aumento dos meios de pagamento, no conceito M3, que cresceu 11,6 pontos). Metade desse incremento fluiu via operações compromissadas do Banco Central, que rolam em média a cada 40 dias (ante 40 meses do Tesouro) – aliás, se inexistiam em janeiro de 2002 (quando a mobiliária era de apenas 35% do PIB), já respondem por um quarto do estoque de títulos, que encostou em 60% do PIB, como nunca antes na história.

Nesse contexto macroeconômico, se é que algo mudou, foi a montagem de um arranjo que combinou a  elevação do crédito (liderado por bancos estatais e beneficiando mais o consumo pessoal do que o investimento produtivo) com simultânea e ainda mais acelerada disparada da dívida bruta, intermediado pela exacerbada preferência pela liquidez dos grandes bancos e empresas privados. Acho que nem dá para chamar esse processo de estatização porque isso suporia existir um projeto de Estado que se confundisse com o de Nação. Para ter projeto, é preciso ter um diagnóstico.

Bem, pensando e repensando, é melhor parar por aqui.  Mais fácil é acusar os outros de não repensarem a economia.

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Ninguém é de ferro!

Postado por lpvellozolucas em February 01, 2010
Futebol, cultura / No Comments

FLA X FLU antológico

“O FLA x FLU surgiu quarenta minutos antes do nada.”(Nelson Rodrigues)

O bar e restaurante “Delira” na Hugo Musso, em Vila Velha, é excelente para assistir aos jogos de futebol no  domingo. É amplo, tem telão, monitores de TV em vários espaços e  ótimo serviço.  Flamenguistas e tricolores lotaram e compartilharam pacificamente o “Delira” na noite deste domingo para assistir ao histórico clássico. Fui com alguns amigos vilavelhenses:  três flamenguistas e mais um tricolor pra me fazer companhia. 
Ninguém  respirava na correria dos primeiros 15 minutos. O Fluminense marcou primeiro e, jogando muito melhor, terminou o primeiro tempo vencendo por 3X1, depois de desperdiçar pelo menos outras três oportunidades. O segundo tempo foi outro jogo. O Flamengo,  alterado com inteligência por Andrade, partiu pra cima de um Fluminense medroso que parecia orientado só para se defender.  O Flamengo faz dois gols antes dos dez minutos e mais dois  no final, em jogadas da entrosadíssima  dupla de ataque rubro negra, Adriano e Vagner Love, vencendo de 4X0 o segundo tempo, fazendo-nos recordar o terror do jogo contra a LDU em Quito. Foi uma vitória merecida. Parabéns à torcida flamenguista.

Na MUG com Robertinho
Depois do FlaXFlu fui ao ensaio da MUG. Ainda não conhecia a nova quadra e fiquei muito impressionado com a quantidade de gente e a empolgação. Robertinho, o presidente da escola, me recebeu muito carinhosamente e registrou minha participação na volta do carnaval capixaba, além de me apresentar como amigo de infância e antigo morador da comunidade. Depois de 50 anos, meus pais se mudaram há menos de um mês da chácara na Glória onde passei toda minha infância e parte da juventude. Robertinho me levou pra ver os trabalhos de construção dos carros alegóricos e me permitiu fazer uma brevíssima saudação. A bateria está muito entrosada e o enredo sobre Brasília está muito bem desenvolvido. Ricardinho da MUG é um dos melhores intérpretes de samba enredo que temos, e Fernanda, que já foi Rainha do Carnaval, é uma madrinha da bateria encantadora. A MUG vai fazer bonito na avenida. Tenho certeza.

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Carnaval capixaba em primeiro lugar

Postado por lpvellozolucas em January 31, 2010
cultura / No Comments

A satisfação e, porque não dizer, uma dose de orgulho me tocaram nos últimos dias ao confirmar o atual estágio em que as escolas de samba capixabas adquiriram, após ter visitado alguns ensaios e ter participado, no sábado (30), do programa Botequim do Ferreira, transmitido ao vivo, durante três horas, da Ilha do samba pela TV Capixaba.
A maior festa popular do país, e que durante muitos anos ficara relegada e esquecida no Espírito Santo, voltou a mobilizar as comunidades, as mídias locais e a economia que gira em torno do evento, que acontece sempre uma semana antes do desfile carioca.
Durante o Botequim do Ferreira, em meio às apresentações das escolas capixabas que desfilarão no próximo fim de semana, uma declaração do secretário de cultura da prefeitura de Vitória, Alcione Pinheiro, me chamou a atenção e marcou pela espontaneidade e despojo político, como sempre tem que ser em assuntos que signifiquem o progresso e os interesses da população.
Independente da presença à mesa do programa de muitas personalidades e lideranças políticas de vários partidos, Alcione fez questão de lembrar que, em 2005, ao transmitir o cargo de prefeito de Vitória a João Coser, pedi que a minha então secretária de cultura, Luciana Vellozo, permacesse até o carnaval daquele ano para ajudar na organização do desfile, pois a nova equipe da secretaria que entrasse não teria tempo suficiente de adquirir o know how que havíamos conseguido ao longo dos oito anos de desfiles anteriores.
Cumpri o que havia prometido, o desfile daquele ano também foi um sucesso e, por pernas e competência próprias e a manutenção da ajuda financeira das prefeituras e governo, o desfile das escolas de samba capixabas se tornou motivo de orgulho de todos nós e atração para turistas de outros estados e até estrangeiros.

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Serra vai bem, obrigado!

Postado por lpvellozolucas em January 18, 2010
Política / No Comments

Do Blog do Noblat

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/01/18/serra-vai-bem-obrigado-258488.asp

Nem tão de leve que sugira desinteresse, nem tão forte que desate uma reação contrária.

É assim que se comporta o governador José Serra, de São Paulo, em relação ao colega Aécio Neves, de Minas Gerais.

Sonha com ele de vice em sua chapa de candidato à vaga de Lula. Mas se o pressionar muito poderá perdê-lo. E se não o pressionar, também.

Em meados do ano passado, Serra visitou Aécio no Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte. Aécio estava embalado para sair candidato pelo PSDB a presidente da República.

A certa altura do encontro, Aécio advertiu Serra: “Você poderá ser o candidato do partido. Só não poderá me derrotar. Se o fizer, não terá os votos de Minas por mais que eu me esforce para ajudá-lo”.

Foi por isso que Serra fez cara de paisagem e engoliu todos os sapos servidos por Aécio. Alguns foram sapos gordos.

Um deles: as recepções festivas oferecidas por Aécio a Lula em Minas.

Outro: a pregação de Aécio contra o predomínio dos paulistas na política nacional.

Mais um: a insinuação de que somente ele, Aécio, atrairia apoios de partidos alinhados com o governo Lula.

Acabou indo pelo ralo a proposta de Aécio para que o PSDB escolhesse seu candidato a presidente por meio de prévias. De público, Serra concordou com a proposta. Na troca de telefonemas com líderes do partido, rejeitou-a.

Também foi pelo ralo o esforço de Aécio para crescer nas pesquisas de intenção de voto. Serra nada teve a ver com isso. Finalmente, Aécio desistiu de ser candidato.

“Vou me dedicar às eleições em Minas”, anunciou no final de dezembro último. E desde então tem descartado a hipótese de ser vice de Serra. Repete que será candidato ao Senado.

Serra dá tempo ao tempo. Lembra do que dizia Ulysses Guimarães, condestável do PMDB e da Nova República que sucedeu ao regime militar: “O segredo da política reside em três coisas: paciência, paciência e paciência”.

Há dois calendários em confronto para a próxima eleição presidencial – o de Lula e o de Serra. E ambos estão certos.

A única maneira que tinha Lula para eleger Dilma Rousseff era antecipar em mais de um ano o início da campanha. Foi o que fez. Dilma jamais disputou uma eleição. Era preciso torná-la conhecida. Sob o disfarce de lançar ou de inaugurar obras, Lula percorre o país com Dilma a tiracolo.

Serra se fingiu de morto para não ter que trombar, primeiro, com Aécio, e depois com Lula e Dilma. Só teria a perder. Se puder não trombará com Lula, o presidente mais popular da História. E evitará trombar com Dilma até o último minuto.

Lula afirmou na semana passada que é capoeirista e que está pronto para a briga. Se depender de Serrinha “paz e amor”, não haverá briga – só confronto de idéias.

Na moita, Serra se esforça por desmanchar a poderosa coligação de partidos montada por Lula para apoiar a candidatura de Dilma. E está se saindo bem.

Foi dado como certo que ele não teria um palanque forte no Rio, o terceiro maior colégio eleitoral do país. Serra negociou com Marina Silva, candidata do PV a presidente, e resgatou a candidatura de Fernando Gabeira ao governo do Rio.

Quer juntar na Bahia o PFL do ex-governador Paulo Souto com o PMDB do ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional. De preferência com Geddel para o governo e Souto para o Senado.

O PSB de São Paulo está com ele e o de Minas com Aécio. É por isso que Serra assimila sem retribuir os golpes que Ciro Gomes lhe aplica. O PSB quer Ciro como candidato ao lugar de Lula.

Caso Lula vete Ciro, no momento o PSB prefere não se juntar ao PT para eleger Dilma, facilitando assim suas mais heterogêneas alianças nos Estados. Foi como procedeu em 2006, negando a Lula seu tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

Se o PSB foi capaz de pensar em si antes de pensar em Lula, quanto mais com Dilma?

De volta a Aécio: chegará a hora certa de Serra abordá-lo sobre a vaga de vice.

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Ao povo haitiano e à família Arns

Postado por lpvellozolucas em January 13, 2010
Haiti / 1 Comment

O mundo amanheceu nesta quarta-feira chocado com as imagens do terremoto que arrasou o Haiti, matando milhares de pessoas, sendo pelo menos uma dezena de brasileiros, entre eles a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns. Neste momento, resta oferecer solidariedade ao povo haitiano e às famílias das vítimas brasileiras, em especial à de Zilda Arns. Aproveito portanto para mandar um forte abraço para meu amigo e colega de Congresso e partido senador Flávio Arns (PR), sobrinho de Zilda.

Uma tragédia com essas proporções ganha ares ainda mais dramáticos quando se trata do país mais pobre das Américas e que há muito luta por uma reconstrução. Os dados ainda são desencontrados, mas a Cruz Vermelha estima que até 3 milhões de pessoas foram atingidas pelo terremoto devastador de 7 graus de magnitude que atingiu o Haiti.

Como chefe da Missão das Nações Unidas para a estabilização naquele país, o governo brasileiro deve agora assumir o comando dos esforços internacionais de ajuda ao Haiti. O Brasil tem 1.266 militares na Força de Paz da ONU, a Minustah, dos quais 250 são da engenharia do Exército. Até o momento, o governo brasileiro anunciou que irá doar US$ 10 milhões e 14 toneladas de alimentos. Já é um começo. Este mais um teste para o Brasil.

Com relação à perda de Zilda Arns, não há muito o que se dizer, ou melhor há sim. Talvez ao lado da professora Ruth Cardoso, tenha sido uma das mais importantes personalidades na luta contra as desigualdades sociais no Brasil. São duas perdas irreparáveis no intervalo de apenas dois anos.

Médica pediatra e sanitarista, de 75 anos, Zilda foi fundadora da Pastoral Da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. Presente em todos os estados brasileiros e em mais 20 países, a Pastoral da Criança tem mais de 240 mil voluntários. É um belíssimo trabalho, que orgulha a todos os brasileiros.  Obrigado, Zilda Arns!

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Não confundam alhos com bugalhos

Postado por lpvellozolucas em January 13, 2010
Educação / 1 Comment

O PSDB nacional e estadual tem uma política clara de oposição ao PT, que quando apresenta coisas boas não são novas e as novas não são boas, a exemplos do requentado e aloprado Programa Nacional de Direitos Humanos e, localmente, o Vitória do Futuro, que marca a ruptura no estilo que o PSDB durante 12 anos implementou na prefeitura de Vitória.
O fato de eu e João Coser sermos adversários políticos não implica em atitude de hostilidade ou perda do padrão de cordialidade nas relações pessoais, especialmente no período do carnaval capixaba, evento que foi uma das principais conquistas da minha gestão e está sendo prestigiado pelo prefeito de Vitória.
Não conseguir diferenciar disputa política e relações interpessoais, no mínimo educadas, é querer apostar que eu lance mão do “quanto pior melhor”, estilo de oposição, aliás, que marcou o PT durante muitos anos.

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“A esquerda somos nós”

Postado por lpvellozolucas em January 12, 2010
PSDB / No Comments

Recomendo a leitura da entrevista do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), às páginas amarelas da revista Veja. Abaixo alguns pontos da entrevista:

“Temos um candidato fortíssimo, que não está à frente nas pesquisas por mera sorte. Serra é um político inteligente, preparado, que sabe governar e já mostrou isso. Tem história e compromisso com o país. O governo vai de Dilma, que não tem nada disso. Ela nunca foi candidata, não tem história, hospedou-se por algum tempo no PDT e agora foi para o PT. Dilma não tem o que dizer nem o que mostrar. Qual o currículo dela? Dilma é candidata porque o presidente assim quis. Mas essa história de Lula de saias não funciona.”

“Se ganharmos, vamos acelerar os investimentos na educação e na saúde. Manteremos o Bolsa Família, que é um mecanismo eficiente de erradicação da miséria e da fome. O PT não é de esquerda. Já foi; não é mais. O PT se transformou num partido populista. Antes, o PT tinha militância nas grandes cidades. Agora, tem cabos eleitorais nos grotões, pagos com dinheiro público, que escorre por meio de ONGs. Isso é esquerda? Não, é populismo. A verdade é que o PT só gosta de democracia quando lhe convém. Na eleição passada, quando estávamos atrás nas pesquisas, o PT introduziu o crime na campanha, com o dossiê fajuto dos aloprados e aquela pilha de dinheiro que ninguém sabe de onde surgiu. Agora que estamos na frente, imagine o que eles vão fazer. Será uma campanha sangrenta. Eles vão fazer de tudo para impedir uma possível vitória nossa. O que está acontecendo atualmente são apenas ensaios.”

“Dilma e o PT estão fazendo campanha eleitoral sem a menor cerimônia. Isso é contra a lei. Estamos assistindo a um banho de propaganda, na linha “Pra frente, Brasil”, do Médici (general Emílio Garrastazu, presidente entre 1969 e 1974, na ditadura militar). É uma estratégia bem articulada de propaganda, na qual as empresas públicas entraram fortemente. O incrível é que empresas privadas também participam disso. O filme sobre Lula (Lula, o Filho do Brasil, em cartaz) foi financiado assim. Isso é inconcebível numa democracia.”

Leia aqui a íntegra da entrevista.

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Não há férias na fábrica de erros do PT

Postado por lpvellozolucas em January 11, 2010
Política / No Comments

Depois de um breve recesso de fim de ano, volto a atualizar o blog. Apesar do período de quase férias na maioria das repartições públicas, o governo federal continua a produzir incessantemente problemas para o país. Ao ler os jornais do fim de semana, vi que um tema tem tomado conta da pauta da imprensa: o Programa Nacional de Direitos Humanos. Vale lembrar que o assunto está entre os mais delicados a serem enfrentados por qualquer nação que passou por uma ditadura e quer consolidar a democracia. Na verdade, a colcha de retalhos, assinada “sem ler” pelo presidente Lula, revela o viés autoritário da gestão petista. Propõe intervenções no Poder Judiciário, ataca o direito de propriedade, sufoca o conhecimento científico e, mais uma vez, tenta coibir a livre expressão do pensamento. Trata-se de um verdadeiro fio desencapado que pode levar o país a mais um falso debate em pleno ano eleitoral.

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QUALQUER SEMELHANÇA NÃO É MERA COINCIDÊNCIA

Postado por lpvellozolucas em December 10, 2009
pré-sal / No Comments

Em 1984, último ano do regime militar, o Congresso Nacional aprovou por unanimidade a Lei Federal 7.232/1984, mais conhecida como Lei de Reserva de Mercado da Informática. Em pouco tempo a lei se transformou para a história econômica contemporânea brasileira, como tendo sido o nosso maior erro estratégico de política industrial.

Eu tenho orgulho, quando fui Diretor de Indústria e Comercio do Ministério da Economia, de ter assinado a exposição de motivos do Projeto de Lei (8.248/91)  que pôs fim ao modelo fechado vigente. Participei ativamente de toda a negociação desse PL.

A Lei de Reserva foi a mais completa tradução da mentalidade ingênua e pretensiosa que acreditava que um país poderia ser auto-suficiente em tudo, cultivando o isolamento e o atraso econômico.

No início dos 90, estava claro qual era o entrave da economia brasileira. Era o setor de informática, responsável pela inovação e pelo progresso tecnológico da estrutura produtiva brasileira.

Faço essa lembrança histórica para alertar que a atual proposta do governo do PT de mudança do marco regulatório do setor de petróleo e gás pode ser comparada à discussão que norteou a aprovação da famigerada lei de reserva da informática.

Vinte e cinco anos depois, o governo atual, segue os passos do governo do regime militar embalado numa ilusão de ótica nacionalista, de forte conteúdo extrativista e com enorme preconceito ideológico.

A racionalidade econômica foi atropelada na Câmara dos Deputados por uma maioria desinformada, pela demagogia barata e pelo oportunismo político do governo e seus aliados.

Na condição de parlamentar de oposição, participei ativamente do debate por meio de artigos, palestras, pronunciamentos e emendas. Infelizmente, na noite do dia 09 de dezembro de 2009, consumou-se a vitória do atraso. Eu votei contra.

Segue abaixo minha declaração de voto que apresentei à mesa diretora para constar nos anais da Câmara.

http://www.luizpaulovellozolucas.com.br/downloads/Declaracao_de_voto_pre-sal_Luiz_Paulo.pdf

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